quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Confiança e Verdade!


Quando pensamos em relacionamento imediatamente pensamos na relação de confiança entre duas pessoas, certo!?

Porém, a verdade é o elemento mais básico desta relação, seja um casal, ou um grupo de amigos. E é exatamente na ausência dessa pequena palavra que reside "todo o mal"!

Aprendemos, desde cedo, a mentir por "educação"... É verdade! Aprendemos com nossos pais a não reclamar dos apertões na bochecha, dados por tias irritantes. Crescemos guardando para nós comentários que não "agradariam" os adultos e a dizer que estava tudo bem quando nos perguntassem "como vai (?)" (li isso certa vez e percebi que faço isso até hoje! - rs). É incrível como tornamos comum a cultura da "mentirinha".

O problema é que a coisa ficou crônica. Mentimos por educação, para não "magoar", para não gerar conflitos (?) e para não precisar explicar melhor alguns posicionamentos. E somos bons nisso. Tão bons que, muitas vezes, acreditamos em nossas próprias mentiras e, mesmo depois de desmascarados, continuamos uma luta pela razão.

É preciso aprender uma dura lição:

"A conquista da razão consiste em compartilhá-la". (Rafael Giuliano)

São as pequenas "mentirinhas" na relação entre duas pessoas que pode minar toda a confiança e, ainda, causar verdadeiras catástrofes! Coisas do  dia a dia que se tornam uma verdadeira "Bola de Neve", arrasando a  um no outro.

"Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda nossa vida". (Gandhi)

Parece incrível, mas nosso desafio hoje é sermos nós mesmos. Não saindo, simplesmente, falando o que der na telha, mas procurando dizer a verdade. Isso pode não apenas garantir que sua relação seja sadia, mas também elimina riscos como o de sair correndo com o carro para "salvar" uma situação que já está perdida (ok, ok, conto essa história qualquer dia desses).

Fica aqui o desafio: procure ser mais assertivo, fale a verdade (sem doer...), não de maneira "curta e grossa", mas de forma direta e objetiva, por que melhor do que eu te amo é demonstrar isso através de atos de respeito e compromisso com a outra pessoa.

Aproveite a vida a dois, em grupo ou mesmo sozinho, lembre que "mentir para si mesmo é sempre a pior mentira", como já diria nosso Renato Russo.


Abraços...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Resoluções de ano novo!!! (risos)


Quem nunca se prometeu nada no início de um novo ano que atire a primeira pedra! (risos)
Todo o início de ano é assim, uma porção de resoluções, promessas e metas, muitas revisadas daquelas que não foram alcançadas no ano que acabou de acabar...
Mas não há nada de errado nisso. Fora o fato de, às vezes, se tornar comum fazermos as mesmas "promessas" do início do ano passado. Como se acreditássemos que "agora vai ser diferente".
Pois eu tenho duas resoluções que, prometo a mim mesmo, levar à realização completa neste ano.
A primeira diz respeito a trazer meus reais e sinceros pensamentos a este blog. E este também é um comprometimento com aqueles que, a partir desta postagem, farão um pouco parte de meu ano novo.
E a segunda é a de colocar em prática na minha vida, não apenas em 2009, mas pelo tempo em que minha consciência traçar meu caminho, as seguintes palavras... 

"Eu faço as minhas coisas e você faz as suas.
Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas.
E você não está neste mundo para atender às minhas.
Você é você e eu sou eu.
E, se por acaso, nós nos encontramos, é lindo...
Se não, nada se pode fazer."

(Fritz Perls - 'A oração da Gestalt Terapia' - Gestalt-Terapia Explicada)

Não para ser sempre sozinho, mas para ser feliz, tanto sozinho, quanto acompanhado...

Feliz "Resoluções" de 2009!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Quem vive de passado?

Cheguei ao meu destino essa manhã com esta pergunta: "quem vive de passado"!?
Recebi um e-mail com uma foto, já de algum tempo, de quando estávamos juntos, porém já lutando contra uma "crise" que não tinha fim. O texto do e-mail dizia apenas que isso (a foto) deveria ter algum significado.

Mas eu me pergunto como saber quando a persistência se torna uma simples insistência. Nem sei se, ao certo, há diferença. Entretanto, não consigo dizer que eu "desisti", pois não se é possível desistir de algo que se prova não mais existir.

As imagens que guardamos de nós com aqueles que passaram em nossas vidas tem um significado sim. Representam lembranças. Porque o que hoje tem peso são as palavras ásperas que apagam as fotos de momentos felizes.

Viver de passado é fechar os olhos para o seu futuro, pois aquilo que vivemos deve servir de trampolim para seguirmos. E não de sofá para ficarmos parados.

Deixem o pasado para os museus!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Escolhas sem dramas...


Fico surpreso como as pessoas conseguem fazer tempestades tropicais e pequenos furacões nos "copos de água" que são suas vidas.

Não quero generalizar, mas fazemos uma dramalhão sempre que precisamos tomar qualquer tipo de decisão. Não que as decisões devam ser fáceis, ou que passemos a ignorar a importância de cada uma delas, mas dá para fazer isso sem tanto drama, não dá?

Na profissão, na família, no dia a dia e nos relacionamentos, em todas as situações, sempre temos de fazer escolhas. Pequenas decisões que podem até vir (e normalmente vêm) acompanhadas de grandes mudanças e "efeitos colaterais".

Talvez o que nos falte é uma boa dose de coragem, auto-confiança e responsabilidade para assumir o que se escolhe. Agora, falando de relacionamentos, já que é esse o "pano-de-fundo" desse blog, talvez a gente precise aprender que o mundo não acaba no final de cada fase da nossa vida.

O fim de uma "partida" não significa, necessarimente, o fim do campeonato. Ao invés de vivermos cada dia como se fosse o último (o que seria algo extraordinário), apenas nos preocupamos se vai haver alguém depois, se vamos ter outra chance, ou se acaba tudo com esse relacionamento.

Sinceramente, minha dica é de que precisamos acreditar mais em nós mesmos!!!

E não estou dizendo para ninguém sair por aí terminando seus relacionamentos para esperar algo melhor que virá. Mas vamos acreditar, inclusive, que podemos fazer MAIS com o que somos e temos hoje!

sábado, 19 de julho de 2008

Resetando o cérebro!

Eu sei que você sempre fica louco da vida quando o seu “PC dá Pau!”, mas já parou para pensar que, de vez em quando, todo mundo precisa dar um tempo. Ou você nunca deu “tela azul”? (risos)
Também temos nossos dias (quando não meses inteiros) de Windows e, simplesmente, travamos. Eis a situação mais comum após o início de um novo período de solteiro.
É, porque se alguns acham que a separação é difícil, mas difícil mesmo é a terceira semana. Não que eu acredite em modelos fixos, estereótipos ou receitas, mas verdade seja dita, os novos solteiros (de novo) não escapam de algumas verdades:
Primeira Semana: cabeça erguida, peito estufado e tudo o que nos resta é o trabalho;
Segunda Semana: reze para acontecer algo que lhe ocupe todo o tempo, pois “cabeça vazia é oficina do diabo”. Fazer um curso ou treinamento é uma boa pedida (graças a deus);
Terceira Semana: “Tela Azul”, sistema todo travado e a pergunta “o que é que eu faço agora?”...
Eis o sinal divino para sua primeira viagem. Pegue sua lista de amigos (eu sei, parece que sobraram poucos depois de um período casado, mas lembre que a culpa foi sua de abandonar todo mundo), sempre tem aquele casal legal que mora numa cidade paradisíaca. Mas esqueça todos os pontos turísticos da cidade, pois você está indo para resetar, lembra?
Pois é, regra número um: não coloque nenhuma roupa pensando em sair à noite. O mais longe que você vai chegar de uma “balada” vai ser comparar um bom vinho (demi seco, para também não se animar muito), um queijo (tipo gorgonzola), afinal de contas você está visitando um casal de amigos (casados, lembra-se? – rs).
A regra número dois diz que você deve levar um bom livro. Nada romântico (pelo amor de deus), algo empreendedor, como “Saí da Microsoft para mudar o Mundo”, de John Wood, um doido que deixou de ser diretor da empresa do título para criar um pequena ONG internacional que constrói escolas e bibliotecas em países “subdesenvolvidos”.
Notebook e acesso à internet móvel nem são regras, pois pretendo que meus leitores sobreviviam ao final de semana. Eu tive sorte, meu casal de amigos são fãs de tecnologia e a casa é cheia de “brinquedos” de gente grande.
Você precisa deixar TUDO para trás, pelo menos por um final de semana! Deixar a cabeça arejar para novas perspectivas...

Um único final de semana para rever alguns conceitos, repensar seu futuro, afinal de contas estamos falando de SEU futuro.
E se alguém sentir sua falta, diga a essa pessoa que amor de verdade é saber dar espaço para que cada um possa crescer!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Solteiro, sim! Sozinho, não! Casei com meu trabalho!

Você já teve a impressão de que se todo o mundo trabalhasse como você a economia teria uma nova fase de crescimento exponencial? Ou já teve a sensação de que se Deus tivesse lhe contratado o Mundo teria ficado pronto em cinco dias!? Cuidado, se suas respostas tiverem sido “sim” há grandes chances de estar solteiro, ou em vias de se tornar.
Brincadeiras à parte, nós solteiros temos essa mania de enfiar a cara no trabalho para “esquecer” um pouco do caos que pode ser a vida pessoal. Até porque parece ser mais fácil administrar carteiras de investimento de alto risco do que acertar na loteria dos relacionamentos.
A verdade é que essa é, realmente, uma terapia muito produtiva. Imagine só todos os “brinquedos” tecnológicos que você pode comprar com um pouco de dedicação exclusiva à sua carreira.
Bem, não gosto de pensar nisso como algo definitivo. Mas já que o destino me trouxe até aqui, não faz mal dar um pouco mais de atenção àquilo que paga minhas contas.
Então está na hora de fazer uma reciclagem, fazer novos planos e descobrir, mais uma vez, do que sou capaz.
O dia em que as organizações descobrirem esta faceta das separações nós teremos de ter cuidado, ou ao invés dos programas de demissão coletiva poderemos ver o RH criando os programas de separação coletiva para incentivo à produtividade. (hahaha)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

De novo! Mas agora diferente...

Não é a primeira vez que eu escrevo como solteiro. Mas devo dizer que desta vez é bem diferente.
Na minha última fase de solteiro eu me dediquei a escrever alguns artigos, aos quais dei o título de "Vida de Solteiro". Com a mudança de minha condição, de solteiro para "rapaz de família", os textos foram interrompidos. Porém, prometo que tudo será postado em breve, como parte do meu histórico de solteiro.
Voltar à condição de solteiro tem seus pontos positivos e negativos (como tudo na vida). Mas como já disse dessa vez é diferente. Estou nos meus “quase trinta anos” e as percepções mudam um bocado.
Não tive o ímpeto de sair direto para a balada, apesar de aceitar o convite de acompanhar um casal de amigos a um show de rock com uma “show band”. Foi divertido, mas, apesar de alguns olhares, o que eu mais gostei foi de, simplesmente, estar ali.
Parei para pensar e tive de forçar minha memória para lembrar qual havia sido a última vez que tinha estado num show. E, é claro, a resposta foi: “antes do relacionamento que havia acabado de terminar”. Só que, mais uma vez, o pensamento não foi o tradicional. Não coloquei toda a culpa no relacionamento.
Duas coisas que você aprende quando chega perto dos 30’s: a primeira é que seus pais tinham razão em quase tudo pelo que pegavam no seu pé; a segunda coisa é que num relacionamento não existe culpa, mas responsabilidade, que sempre é dividida igualmente entre as partes.
Não estou aqui para lamentar o fim do relacionamento. Nem tão pouco para soltar fogos de artifício. Mas é interessante refletir como a gente muda.
Neste final de semana, o primeiro de uma nova fase como solteiro, descobri que deixei de fazer planos por conta própria. E não adianta reclamar, ou “correr atrás do tempo perdido”. Apenas é hora de fazer novos planos.
Mas se há um ponto positivo mais forte é a possibilidade de você reaprender a explorar até onde você pode ir... sozinho!